BATE-VOLTA com Rafael Lupo Medina: De São Paulo para a Maison Cartier em Paris

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Com experiências de vida pelo Brasil, EUA, Russia, França e lugares inusitados do globo, Rafael Lupo Medina é gemólogo (especialista em joias e pedras preciosas) graduado pelo Gemological Institute of America e vive há mais de 20 anos em Paris onde trabalha na Maison Cartier. Rafael fala vários idiomas e lida diariamente com clientes de todo o mundo. Com seu itinerário de palestras sobre joalheria e o mercado de luxo, Rafael também viaja com frequência e nos conta tudo sobre luxos, Paris e viagens no

BATE-VOLTA

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RAFAEL LUPO MEDINA

 

1- O melhor de Paris

É poder pegar uma bicicleta e sair pedalando pela cidade. Eu mesmo faço isso e recomendo se cadastrar no site para poder conhecer Paris se locomovendo sobre um ‘velô’.

2- O pior de Paris

São as filas das exposições dos museus. Claro que as coleções dos museus daqui são deslumbrantes e todos querem ver, pois são mesmo um luxo. Mas as filas acabam sendo uma punição.

3- Uma viagem de luxo

Foi uma viagem que fiz ao Camboja. Fiquei 1 semana com um guia cuja família havia sido morta pelo regime do Khmer Rouge. Tudo o que ouvi desse guia me fez reavaliar a minha própria vida e o quão abençoada ela é, com todo o luxo que tenho. Por exemplo, durante a viagem dei uma gorjeta de 10 dólares a um carregador de malas e a expressão em seu rosto foi inesquecível. Em um país onde o salário mensal é de 20 dólares essas situações realmente me ensinaram muito.

4-Um luxo em uma viagem

Chegar em um lugar e tudo ser ainda melhor do que se esperava.

5- Um lugar inesquecível

As Ilhas Mustique (Uma das ilhas Granadinas situada no Mar do Caribe). Lá há praias repleta de flores brancas que são inesquecíveis. Esse é um luxo da natureza em um lugar cheio de mordomias. E para se chegar lá é necessário pegar um aviãozinho que cabe somente 10 pessoas. A ilha é pouco habitada portando toda essa paz faz de Mustique um lugar inesquecível.

6- Ainda quero conhecer

A Islândia, O Japão e um safari pela África onde não se mata animais.

7- Fui mas não preciso voltar

Acho que não tenho esse lugar. Outro dia até pensei sobre isso mas não tenho esse lugar. Sempre acho que em todos os lugares há pessoas que moram e vivem por lá, portanto quem sou eu para rejeitar algum lugar.

8- Viajar com luxo significa

Ah, é poder partir sem ter data para voltar!

9- Onde o luxo é essencial

Depende de qual momento, qual ocasião e qual época da sua vida. Hoje acho que é ter tempo para poder fazer as coisas para si próprio, como por exemplo poder sentar em uma poltrona e ler um livro. Tirei uns meses sabáticos e pude ler livros em Araraquara, minha terra natal. Aqui eu não tenho esse luxo. A rotina de trabalho, emails, WhatsApp, academia e eventos sociais não me deixam ter o luxo da leitura.

10- O melhor de viajar é

Ir de encontro ao desconhecido.

 

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Gus Dantas, publisher gusdantaslife, entrevistou Rafael Medina na Maison Cartier em Paris em outubro de 2016. Ao final da entrevista Rafael adicionou uma resposta a uma pergunta que ficou faltando em sua opinião sobre o lugar que mais gostaria de voltar. ‘Quero voltar a Dresden na Alemanha, pois aquela cidade é o maior tesouro da Europa. Lá se encontra o diamante verde de Dresden, no Museu Grunes Gewolbe, junto a outros tesouros. É a maior concentração de objetos preciosos da Europa’ ( O diamante verde é um diamante verde natural de 41 quilates).


3 comentários sobre “BATE-VOLTA com Rafael Lupo Medina: De São Paulo para a Maison Cartier em Paris

  1. Realmente um tesouro raro
    em tudo que faz ,excelência em luxo e simplicidade ; profissional de primeira qualidade .Parabéns Rafael merece muito muito mesmo pois é dedicado e extremamente competente

  2. Adoro suas entrevistas sempre deixando lindas mensagem que toca nossos corações e nos faz refletir, Como ele citou na resposta da 3° pergunta é a mais pura verdade devemos aprendemos a refletir e agradecer sobre o que temos em nossas vidas quando nos deparamos com esses lugares extremos, as vezes para nós (para alguns me incluo nisso) 10 dólares e o preço de uma fatia de pizza em NY mas para outros pode ser a compra mensal do mês, nessas situações aprendemos como somos tão ricos e ao mesmo tempo tão pobre (cabe a cada um refletir sobre qual pobreza possui…) aprendemos a sermos pessoas melhores.

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