Chicago Stopover: Um dia na Cidade dos Ventos

Já fazia mais de uma década que não visitava Chicago. A última vez que botei os pés na cidade onde viveu o famoso criminoso americano Al Capone foi para apresentar meu primeiro trabalho de pesquisa logo no início do mestrado em comunicação pela Universidade da Pennsylvania.  Chicago sempre me impressionou por sua limpeza e arquitetura arrojada.  Nesses últimos 10 anos a cidade não fez diferente e continuou se mostrando como o exemplo de limpeza e modernidade que havia conhecido, ao mesmo tempo que soube se manter eficiente por suas largas avenidas e seus meios de transporte de massa, ainda que acolhedora pela afabilidade de seus educados habitantes.

 

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Chicago skyline

 

Muitas vezes quando se viaja do Brasil aos EUA com companhias aéreas norte americanas é possível fazer um stopover em alguma cidade americana estratégica a essas companhias sem que praticamente se altere o valor final do bilhete.  É possível que a tarifa aumente em alguns dólares extras devido a adição de mais uma taxa de embarque aeroportuária, mas em geral nada muito além disso. Esse stopover geralmente funciona sem acarretar custos extras ao bilhete quando a permanência na cidade escolhida se dá por menos de 24 horas. Ou seja, o stopvover é quase o mesmo que uma longa conexão para se chegar a cidade final do destino. As cidades onde o stopover é permitido sem custo adicional geralmente são cidades estratégicas para a companhia aérea, pois, ou são o primeiro ponto de entrada nos EUA, ou onde a companhia tem algum hub de operações.  No meu caso, meu destino final era o México, e a companhia aérea fazia de Chicago um de seus hubs.  Tirei proveito da situação, aliás como sempre tento fazer nas minhas viagens, aterrissando em Chicago as 11:00 da manha de uma terça e partindo as 10:00 da manhã de quarta. Foram 23 horas onde descansei do longo vôo vindo do Brasil e flanei mais uma vez pela cidade dos ventos.

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Selfie do autor

Facilitando muito a vida de quem faz um rápido stopover na cidade, o metrô vai desde o terminal de passageiros do aeroporto internacional de O’Hare até o centro da cidade e arredores. E possível fazer uso de toda sua extensa malha por apenas US$5.00.  No meu caso, optei por um passe de 24 horas por US$10.00, que me garantiu acesso completo a todo o sistema de transporte CAT, incluindo o retorno ao aeroporto internacional na manhã seguinte.

 

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Vista do Hotel Radisson Blu

 

Durante minhas 23 horas na cidade dos ventos o tempo foi camarada. Março ainda marca a estação de inverno em Chicago, que costuma ser bastante rigoroso nos meses que vão de dezembro a fevereiro, devido a sua posição geográfica às margens do Lago Michigan. O lago canaliza o vento gelado vindo da fronteira canadense e faz com que as margens ao entorno da água se tornem um lugar inóspito durante todo período do inverno.  Para minha felicidade fui brindando com um dia ameno, e mesmo com o dia acinzentado e o leve chuvisco que caiu no fim do dia, os termômetros se mantiveram acima dos 18 graus.  O casaco pesado que havia trazido, just in case, permaneceu guardado no quarto do hotel e assim pude tirar total proveito do meu Chicago stopover.

 

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Pritzker Pavillion

 

Minha breve visita a cidade teve um intuito: conhecer o Millenium Park. Inaugurado em 2004 sob o lema “a park for all people” (um parque a todos os povos), e com um conceito de design universal, a arquitetura premiada de Ed Uhlir enche os olhos.  Desde o Pritzker Pavillion, onde filmes e concertos são apresentados em um palco ao ar livre sob múltiplas placas de titânio onduladas, a Crown Fountain, com sua superfície reta e rasa onde um filete de água oferece acesso a um espelho aquático, o parque é repleto de recantos e surpresas.

 

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Cloud Gate

 

A grande estrela do Millenium Park fica por conta da escultura prateada e reluzente do artista indiano de nacionalidade britânica Anish Kapoor. Instalada em 2006 e intitulada Cloud Gate, a intervenção urbana de Kapoor foi concebida em um formato que em muito se assemelha a um enorme feijão. E como não poderia ser diferente foi logo apelidada de The Bean, ou O Feijão. O prateado moldado em aço inox desse feijão intergalático consiste em 168 placas de aço soldado polidas de uma maneira que não há nem uma junta sequer em sua aparência externa. O prateado ondulado e brilhante atrai diariamente levas de turistas e moradores para uma selfie e parece ter o poder de retirar largos sorrisos de quem se aproxima desse gigante espelho ora côncavo ora convexo. O espelho também produz novos e inusitados ângulos do parque e da imensa fileira de arranha céus ao seu redor.

 

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“Dentro” do The Bean

 

Próximos do Millenium Park não faltam opções de alimentação e hospedagem. A poucas quadras dalí, vários hotéis, a maioria de categoria luxo como Sheraton, Hilton, Fairmont e Swisshôtel, garantem fácil acesso ao parque. Como estava de pasagem rápida pela cidade nesse meu Chicago stopover, escolhi um dos mais próximos para me hospedar, o arrojado Radisson Blu Aqua.

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Radisson Blu Aqua Chicago

 

Sou fã da bandeira Radisson Blu por sua eficiência no checkin/checkout, atenção aos detalhes e wifi que não decepciona. O moderno Radisson Blu Aqua Chicago ocupa vários andares de um arrojado arranha céu e também conta com moradores nos seus andares superiores.  Meu quarto, além do conforto, espaço e silêncio que precisava para me recuperar do longo vôo e do jet lag, me brindou com uma visão do Millenium Park. A estrutura do hotel é a de um clube de esportes, e fica aberta tanto a hóspedes quanto a moradores. O uso da piscina olímpica aquecida, hidromassagem, pista de corrida, saunas e academia completa, inclusos na diária,  é garantido pelo leve aproximar da chave do quarto nos sensores digitais espalhados pelo hotel.  Com tanto lazer, meu jet lag inicial foi logo desaparecendo, e no dia seguinte, ao embarcar ao México, já estava recuperado e pronto para vivenciar os encantos que me aguardavam desde o oceano Pacífico ao mar do Caribe.

 

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Gus Dantas, Publisher gusdantaslife, fez seu Chicago stopover em março de 2016 e hospedou-se por conta própria no Hotel Radisson Blu Aqua.  Uma versão anterior e reduzida desta matéria foi publicada anteriormente em março de 2016.


2 comentários sobre “Chicago Stopover: Um dia na Cidade dos Ventos

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